Silenciosos

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Acreditar


Há dias que não são dias. Em que nos limitamos a ser aquilo que querem que sejamos. Damos muito de nós. Fazemos jantar. Abraçamos quando chegam a casa. Preparamos pequenos almoços para as pessoas como se elas também fossem parte de nós( e vão sendo, pois claro). Trabalhamos e damos o melhor de nós. Não trabalhamos e ajudamos quem precisa com ensaios. Dobramos roupa que não é nossa. Passamos a ferro e fazemos marcações para consultas, porque há pessoas a quem queremos para lá de bem. Levamos o pequeno almoço à cama, porque há quem esteja cansado. Percebemos o intenso cansaço e tentamos nem nos mover para não o acordarmos.
Fazemos 2 viagens de 9 horas  cada em menos de 48 horas. Enterramos os pés na neve e maldizemos a falta de sol. Agradecemos, ainda assim, a neve e o cenário tão bonito. Agradecemos que os amigos de sempre tenham feito figas por nós. Retribuo as mensagens no facebook e comunico como as coisas estão a sair. Dou beijinhos e faço de tudo para evitar mal entendidos. Actuo como sou. Não gosto de ver a loiça por lavar. Lavo e limpo a bancada para que a casa pareça habitável. Mando mensagem fofinha a dizer que gostava que o tempo passasse mais depressa quando estou em casa sozinha.  Mas há dias, como o de hoje, que não são dias. E por todo o bem que façamos, por muito que nos esforcemos em dar o melhor de nós, sabemos que não é, nem nunca será, reconhecido. Por alguns. E eram esses que importavam. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

2012 foi assim

amigos. noitadas. 2 trabalhos. faculdade. frio escocês. pessoas novas. conhecidos. jantaradas. cozinha. amor. desilusões. muitas lágrimas. pai sempre lá. conversas no skype. amizades mais fortes. diplomacia. estágio da Mariana. visitas de amigas. festival de Edimburgo. muitos essays. entrevistas para doutoramento. decepções. novas metas. mestrado concluído. Beijos e abraços longos. lágrimas e coração pequeno nas despedidas. clínica veterinária. mexericos com desconhecidos. traições. mágoas e desconfiança. amor e perdão. de novo. viagem a Irlanda. Londres 4 vezes. Jogos Olímpicos. Reencontros com antigos amigos de Erasmus. escrevi muitos postais. recebi outros tantos. paredes cheias de memórias. mudança de casa. Paris com um casal de amigos. Paris de novo, mas sozinha. ouvi música de uma almofada. adormeci depois de chorar com a Diana. Tive medo que me magoassem mais. Dei tudo de mim e esperei nada. Lisboa. Nascimento da pequena Matilde. Mantive amizades. os de sempre, são para sempre. Conheci pessoas que são para a vida. Cáceres. Madrid, mais uma vez. vi a Giulia. Tomei café com o meu mestre e mantive contacto com ele. Disse ao meu pai que o amava muito. Ofereci flores a alguém só porque sim. Conheci a mãe dos fifis. Faro, duas vezes. Disse que não me ia apaixonar e que não era nada sério e acabou por ser. Disse à Fernanda que se fosse homem, me casava com ela. Beijei a F. porque o amor é mais que lábios. Vi amigos que não via há muito tempo. Senti-me em casa com a família Porto. Senti a morte da Prenda como se fosse minha cadela. Preocupei-me em ser melhor pessoa. Fui mais ou menos a pessoas que sou. Podemos fazer sempre melhor, mas fizer aquém das nossas espectativas é o que temos de mais certo.

Amanhã saio de novo de Portugal, que fique fechado nas gavetas do sotão, o que 2012 teve de menos bom.

Coisas que li



‎"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo. Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os veem como loucos, nós os vemos como gênios. Porque as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo." | Jack Kerouac.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O ano começou assim







O ano começou assim: com movimento. Palavras de ordem do" eu quero aprender a fazer rolo de carne"- tu descascas as batatas," preciso que me cortes os alhos". Palavras de união, numa cozinha onde cabe sempre mais um. Cozinhámos, quase sempre em conjunto como vem sendo hábito, sem pressas e com a dedicação que a cozinha exige para os amigos.
Petiscámos e pusemos as conversas e as gargalhadas em dia- rimos entre uma garrafa de Porto e fotografias que ficam para a história. Dançámos, fizemos troca de amigo secreto e o mundo andou rápido demais naquele dia 31. Os amigos, estes, conheço desde que sou pessoa. E, não seria a pessoa que sou hoje, se não os tivesse conhecido. 
Bem hajam!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Alguém por Londres

que me possa abrigar uma noite? Tenho de resolver uma coisa importante, por lá no dia 21 e ia dar-me um jeito enorme. Se houver por aí alguma alma caridosa, agradeço muito.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Bom dia

E acredito nisto.
Temos de ser nós aprender a viver autosuficientes, construirmos sonhos sozinhos e sermos nós a ficar desiludidos quando não correm bem. O que os outros pensam, deixa de fazer sentido, se não o fizer para nós. Aproveitem para serem felizes por vocês mesmos! E que 2013 seja um ano perfeito para isso.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O que fica do natal

Ficam as filhoses e as fatias douradas que sobram;
Fica o " oh" então o Natal já passou;
Fica meio mundo a espera que chegue o dia 31; outro tanto a ver o que fez de menos bem durante o ano e quais são os objectivos para 2013.
E enquanto isto não passa, eu vou escrevendo uns postais a desejar boas entradas. E é isto.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Do Natal




espero que tenham tido um santo e feliz natal, caros leitores

sábado, 22 de dezembro de 2012

Antes de 2013


Ir. Sem muita bagagem- pesos dispensáveis causam desgostos desnecessários.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

[♥]

Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é  isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade."

Afonso Cruz in "Jesus Cristo Bebia Cerveja" (Alfaguara)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mudanças



  • Mudei a cor das unhas e rendi-me ao verniz gel. Não tive medo de arriscar uma cor vermelha, afinal já há muito que não via vermelho nas mãos.
  • Fiz um brushing que me aconselharam e agora tenho mais caracóis que tinha ontem;
  • Disse a uma senhora na rua que gostava imenso do casaco que ela tinha vestido;
  • Disse ao meu pai que adoro estar em casa, mas sou muito feliz fora dela, também;
  • Comprei guardanapos da Renova e, talvez por estar tão habituada aos da marca continente, achei que os últimos eram melhores.
E a minha vida vai sendo isto- se me dissessem que esta seria eu há 5 anos, não acreditaria. Mas nós também somos isto: feitos de mudança. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

LISBOA, pelos Magos do Social

LISBOA, CIDADE SIMPÁTICA

Pela calçada até ao rio penso nestas palavras. Guardo-as como minhas apenas. Desço ruelas, encontro caminhos. Descubro rostos e imagino paisagens. O trajecto nunca é igual. O passeio é desnivelado e está escorregadio. Onde não há corrimão de metal há quem te avise: “Cuidado, vá devagar” - exclama o merceeiro. Gosto de ver os turistas a gostar. Adoro ver gente de fora a contemplar. Orgulho-me da simpatia da cidade. Gente boa e recomendável. Do Castelo até à Sé dás atenção à pedra da calçada. Tão nossa. Só nossa. Do miradouro até ao rio vai um longo caminho de pensamentos. O sol bate-te na cara e o gelo bate no copo. Grande final de tarde. O barulho das sombras, o pormenor das casas. As árvores mais altas vigiam-te o largo, tomam conta do que é teu. Do que é nosso. Do que te foi dado, do que tu tens que cuidar. Cada passo que dás é mais um bocado que Lisboa te dá a conhecer. Entras, sais, desvias-te, passas por cima. Estamos bem mobilados. Paro para descansar no banco de jardim. Puxo do papel para deixar cá as palavras. Têm que ser partilhadas. Lisboa...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Dias de [chuva]


E eu como prometi ontem, lá fui para a cozinha. Um bolo simples de iogurte, que me sai  (quase) sempre bem. E ontem não foi excepção. Ao menos, a ver pelos " Hum.." cá de casa. 
Ingredientes:
5 ovos
2 iogurtes de aroma (eu usei de tutti-frutti)
4 copos de iogurte de açúcar
4 copos de iogurte de farinha
1 copo de iogurte de óleo
1 colher de chá de fermento em pó


Preparação:
Pré aqueci o forno nos 170º.
Untei uma forma com margarina e polvilhei com farinha.
Numa tigela deitei os ovos, os iogurtes, o açúcar, a farinha, o fermento e o óleo. Bati tudo muito bem com a batedeira até a massa fazer bolhinhas.
Deitei a massa na forma e levei ao forno a 170º por cerca de 35 minutos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Já cheira a Natal



E nós já estamos em modo família, com este dilúvio que está a cair, este alerta laranja de chuvas,  embrulhada num roupão e com muito chá à mistura- chá de citrinos com canela. 
E hoje à tarde vai haver bolo de iogurte, que vou para a cozinha misturar os ingredientes com um bocadinho de amor. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Do respeito



E há muita gente que se esquece desta deixa. Se não são felizes, deixem o resto do mundo ser. Só assim porque sim. Há também quem merece. Mesmo aqueles a quem damos segundas oportunidades.
Agradecida.

domingo, 25 de novembro de 2012

6 meses da M.


Querida Matilde,
Hoje, há 6 meses atrás nascias tu, de parto natural, com a ajuda de uns ferros e de uma mãe que tendo todo o sistema nervoso alterado pela morte, daquele que viria a ser o eu bisavô, lutaram para que viesses ao mundo, naquele dia que tu  tinhas escolhido nascer.
Vi-te com dois dias de vida, onde não me foi permitido tocar-te e nem fiquei a saber de que cor eram os teus olhos. Vi-te num ambiente asséptico, daquele a que cheira a hospital, e não consegui perceber que cheiro era o teu. Apenas me foi permitido mandar-te todo meu amor e força através de um vidro da incubadora tendo o meu irmão, que agora é o teu pai,  emocionado atrás de mim. Na minha vinda, propositada a Portugal aquando do teu nascimento, fui com o coração apertado por não poder ter uma fotografia contigo com apenas dois dias, mas ao mesmo tempo, contente por saber que tens os melhores pais do mundo. Os melhores que alguma vez podias ter. Quando te vi, de novo, queria ver-te a todo o momento, quando acordavas, quando fazias birra, na hora da fralda, na espreguiçadeira. E fiquei com esse teu cheiro, aquele cheiro a bebé e a cremes Mustela. Registei as fotos do banho e alguma que outra comigo, onde te riste para mim, como quem quer dizer" Eu também gosto de ti, titi". E são esses momentos, juntos com aqueles de preocupação quando deixaste de beber leite, quando não gostavas de alho francês na sopa,  que vão constituindo todas as memórias.
Querida M, hoje a titi vai de novo a Lisboa. Ver-te-á, de novo, e dar-te-á muitos beijinhos. E mesmo que lá longe vá tendo fotografias e os teus pais me mantenham informada do teu crescimento, é com aquilo que não cabe em mensagens de telemóvel que eu fico. Hoje, querida M. à tua semelhança também sei que não poderia ter melhor irmão e melhor cunhada. Sei que se estão a sair muito bem nisto de serem pais. Tens uns  avós que se te querem com loucura, e apesar de a minha mãe, aquela que seria tua avó, já não te poder conhecer, sei que estaria muito orgulhosa no bebé bonito e na menina fofinha que virás a ser.  Fazes seis meses e eu, no meu papel de titi, agradeço-te por me teres tornado uma melhor pessoa: mais atenta a detalhes e com um sentido muito mais apurado de dedicação pelos outros.

Com todo o meu amor,
A titi

sábado, 24 de novembro de 2012

Ora que é isto


Absolutamente perfeito, numa tarde cinzenta aqui no Porto, onde só o chá e as bolacinhas quebram o cinza lá de fora. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

do coração e [da cabeça]


É mais ou menos isto. Saber perdoar é uma virtude, mas é preciso também saber não esquecer. Ser-se demasiado coração de manteiga( que é o caso), faz com que achem que nos têm sempre na mão, que somos umas idiotazinhas a quem enganam sem que nos apercebamos. E, nós, a maioria das vezes, nem somos. achamos é que é melhor fazermos que não sabemos de nada, porque lá está, não queremos perder esse alguém. Só que às vezes, não dos damos conta que estamos a perder uma coisa mais importante: os princípios e o respeito por nós mesmas. E não haverá, certamente, coisa mais importante

sábado, 17 de novembro de 2012

L´amour #7


Todos nós já passamos por isto. Uma ou mais vezes na vida. Que a vida com amor, também traz isto.