Silenciosos

terça-feira, 18 de junho de 2013

[os amigos]


Tive cá amigos: daqueles do coração e com quem partilhei casa em Aberyswtyth, no meu ano Erasmus. Daqueles que visitaram Cardiff e Swansea comigo quando houve um nevão brutal, daqueles que viajaram comigo à Irlanda, com quem saia para la ville só para tomar café matinal. Fez-me muito bem tê-los cá, senti-los meus por uns dias, fez-me voltar a sentir que fui muito feliz com eles, que vive coisas que serão sempre nossas. Deu para preencher a lacuna de silêncio que há neste quarto sem a presença do meu S. Gosto de manter amigos. Gosto mesmo. Não são muitos, são os necessários. Aqueles que mesmo depois de tanto tempo, parece que nos conhecem de cor. Não via o Gari e a Ikhlas há um ano e meio( a última vez foi em Londres, em Janeiro do ano passado). E a Giulia não os via a eles desde 2009. Isso são 4 anos e na vida de uma pessoa isso é tanto tempo. Fiz-lhes essa surpresa! E, claro, foi o melhor que podia ter acontecido. mia bella continua a mesma: distraída, inocente, só ela. E eles continuam igual: intelectualmente interessantes, apaixonados até ao âmago da essência e donos de si.







Gosto de gostar deles. E da pessoa feliz que sou quando os tenho por perto. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santos Populares

Gostava de estar hoje em Lisboa. Comer a bela da sardinha assada, beber sangria, comer febra no pão, dar um pé de dança no bailarico, rir, dar dois dedos de conversa. Hoje, Lisboa tem muita cor e muito encanto. A avó Laura, fazia hoje 85 aos, se fosse viva. Ela adorava o Santo António. Dizia ela que tinha sido abençoada no casamento porque também tinha casado [62 anos]com um António, o meu avô. E pronto, dito se vive, das memórias, dos avós a quem tudo devo. Estejas onde estiveres, feliz aniversário, minha Laurinha. <3 p="">









terça-feira, 11 de junho de 2013

É isto


Tenho saudades tuas. Saudades nossas. Saudades de mim quando estou contigo.

domingo, 9 de junho de 2013

[Das pessoas]


Causa sempre. Ser demasiado boa pessoa e pensar que as pessoas são assim também. Levamos uma bofetada e as pessoas normais respondem ou vão embora, eu dou a outra bocheca, " como parva que sou". Acredito demais nas pessoas, acho sempre que há boas pessoas[e há claro], mas também as há menos boas e eu quando me canso delas, deixo-as morrer. Vão morrendo lentamente até que as acabo por matar cá dentro. Fica o luto e a dor de sentir que nao importa os kms que existam, haverá sempre alguém na vida que abusa da tua boa vontade. Amanhã será um dia melhor porque[viver] também é isto. Aprender a levantar-se depois de tantas quedas. E perceber que é nestas fases, que os melhores amigos do mundo lá estão-c omo sempre. Os resistentes ficam. [e eu sou muito grata por isso]. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

[tristes] dias

Ao inicio do dia, ainda de madrugada, salta o coração da boca por ler as notícias que chegam do outro continente- hoje não chegaram notícias. Ao fundo do corredor, bato a porta sem cessar. O pano cai sobre os actores e revela todo aquele limiar. Batem palmas, gritam, assobiam as pessoas madrugadoras da minha rua. São diversos os sorrisos da manhã. Não retribuo o sorriso a não que sejam crianças.  Autocarro 44, 4 perdão, sempre com pressas e com mil coisas na cabeça, sente-se sozinha. Caminha rápido e porque cai uma chuva miudinha quando vai para o trabalho. Falam, conversam e desconversam. E ela percebe que todas a preocupações que lhe tem são desnecessárias. Talvez pelo stress dele, pela distância e pela falta de paciencia, ele desliga e o botão verde para aparecer em cinzento. Ela não fala porque ele não quer ouvir. Ela sente-se e ressente-se com essas coisas que ficaram por dizer e sente um nó na garganta. O regresso está a ser mais díficil, desta vez. Talvez pelo calor que ela teve Lisboa, pela comida, pelos abraços da sobrinha, os mimos do pai e pela ausência que tem cá. Hoje, na Escócia, sentiu-se sozinha. Mas amanhã já não será assim, porque adora a companhia dela mesma- é só porque também existem [tristes dias] onde nos sentimos pequeninos com as desconversas que as circunstancias vão tendo na nossa vida.


Um dia, [ainda] vou ser feliz! 
P.S dedico o texto à Sonia: porque ela hoje, apesar de não o saber, fez com que me sentisse menos sozinha. 


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Malawi- Scotland- Portugal

O S. está no Malawi a desenvolver a tese dele e vai ficar por lá 6 semanas. Eu vim esta a semana a Portugal e volto no domingo para a Escócia. Entre emails e respostas desfasadas lá vamos conversando. Fala-vos de um dos países mais pobres do mundo, onde as crianças bebem água de charcos(como me disse hoje) e onde não  chega internet à velocidade a que estamos habituados. Há sítios, onde não existe rede no telemóvel, as sms não lhe chegam e às vezes falamos no chat do gmail, mas o que eu lhe mando chega imenso tempo depois ou eu recebo o que ele manda tudo ao mesmo tempo. Confesso que há dias em que não sei gerir muito bem este distanciamento forçado, em que me preocupo quando lhe ligo muitas vezes e o telemóvel nunca tem rede ou quando a net vai abaixo a cada minuto. Eu sei isso tudo, sei que é perfeitamente normal isto acontecer. E eu até já me tinha preparado, sabia que ia ser assim, mas nós acreditamos que vai funcionar connosco, que o skype vai abrir e que vamos poder ver-nos- erro parvo!! Nunca acontece quando falamos de países tão pobres. E eu vou sentindo-me privilegiada por ter uma casa, água potável e tudo o mais. Sentindo-me orgulhosa pelo S. porque está a fazer um bom percurso académico e pronto, as tristezas e as frustações vão-se gerindo com uns raios de sol e bom café. Quando for para Glasgow, arranjaremos outra solução para combater isso! :) acho que este blogue vai servir de plataforma de desabafo!  Bem hajam aos que andam por aí!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O baptizado da M.

A Matilde portou-se como gente crescida no dia do primeiro aniversário / baptizado; não chorou e esteve sempre bem disposta distruindo sorrisos por toda a gente
Tudo decorreu numa quinta-resort na beira alta, com amigos que fizeram mais de 400 km para estarem presentes,  uns de Lisboa outros do Reino Unido (eu de Glasgow e o Rui de Londres) porque a Inês e o Marcos( meu irmão) mereciam que estivéssemos presentes num dia tão importante, para eles enquanto casal e enquanto pais.
Conheci pessoas das mais diferentes áreas, conversei sobre viagens, sobre moda, sobre custos de vida, percursos académicos. Numa estação de serviço de Leiria, à conversa com o Nuno Graciano( colega de trabalho do meu irmão) percebi que as pessoas são aquilo que fazemos delas, mesmo que eles nunca tenham sido assim.
Gosto de coisas e pessoas simples, sem clichés, que não tem nenhum problema em comer uma sandes de leitão, que quebram a rotina das bolachinas digestivas, que se interessam por outras regiões do país, ainda que sempre tenham vivido em Lisboa.
Gosto de pessoas humildes, cultas quer pela inteligência quer pela estratégia da curiosidades. Gosto de pessoam que se informam, dos que compram o Times e andam de gravata o dia inteiro, mas que me cumprimentam com dois beijinhos na cara, sem medo de estragar a base da maquillagem.

Já disse que gosto de pessoas simples, não já?




sexta-feira, 24 de maio de 2013

[viagens e emoções]

Pisar o Porto, ontem, fez-me perceber que se não pertenço a sítio nenhum, mas pertenço cada vez mais a um país de sol e de boa gente. Tive uma viagem atribulada, uma avaria num autocarro, um acidente pelo caminho à chegada de Londres, um coração apertado, um avião quase perdido, mas cheguei. Os músculos tensos descontraíram quando senti a brisa quente deste país na cara. Larguei os casacos, deixei o stress atrás e por momentos suspirei por" ter chegado a casa". Abri as janelas do carro assim que saímos do aeroporto para sentir o ar na cara e ter essa sensação de liberdade. Aterrar com 20 graus às 8 da noite  não deixa nenhum indiferente.
Jantámos, contei uma que outra coisa importante, contaram-me as novidades, percebi que as janelas da sala eram novas, que o trevo de quatro folhas tinha morrido, mas que tínhamos uma planta nova. A bicicleta ainda esta no mesmo sítio, a mesa da cozinha esta diferente e a fruteira continua a ser a mesma. 
Amanhã, é um dia importante. A M. faz um ano e vai ser baptizada. Foi por ela que vim, que gastei um balúrdio na viagem, que quase chorei de nervos, mas vale a pena. Valerá sempre a pena, quando o que fazemos é de coração. O regresso vai ser custoso, porque o S. não vai estar em Glasgow, mas sobre isso falo no próximo post. Vou deixar as tristezas de lado, hoje. Porque afinal, percebi que continuo a não pertencer a sítio nenhum, porque nunca deixei de pertencer a Portugal e aos meus.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dias de [pouco] sol


Os dias começaram a ser mais longos, faz sol enquanto chove, o tempo tem andado louco e as saídas madrugadoras de casa para ir trabalhar, fazem com que chegar a casa seja um desejo ao longo de todo o dia. Levamos sempre tupperware com a comida [todos lá em casa]. Apesar de ser mais económico, sabemos o que estamos a comer. Por isso, é ritual que a hora do jantar seja uma altura em que nos vemos e perguntemos ao mais recente master chefe lá de casa: " qual a ementa hoje?" Normalmente cada um cozinha a sua comida, roubamos ovos uns dos outros, repomos tudo no dia a seguir, voltamos a nao ter arroz ou cebolas e voltamos a dar tudo uns aos outros outra vez. :)

Ontem, tinhamos feijao frade há uma data de tempo cá em casa. Juntei um punhado de salsa, cebola picadinha, azeite, atum, cortei tomate picadinho que se estava a estragar e o jantar ficou prontinho.
Acompanhei com arroz branco e tudo isto em pouco tempo. E é issto que se pretende: rápido e saudavel.

Entao, ficaram com vontade de provar? :)

Boas receitas,

Andreinha